domingo, 3 de julho de 2011

8 ditadores que omitiram doenças para se manter no poder

Em regimes totalitários – nos quais não há liberdade de informação - o poder é personificado na figura de um ditador forte e “sobre-humano”. Quando ele enfrenta algum problema de saúde grave, a saída é empurrar a verdade para baixo do tapete e fingir que o tirano vai muito bem, obrigado. Trata-se de uma estratégia de marketing político para evitar que a oposição ganhe espaço e para manter intacta a imagem do “soberano”. Confira na lista abaixo os casos mais famosos de ditadores que mentiram sobre seu estado de saúde.
  


Em regimes totalitários – nos quais não há liberdade de informação - o poder é personificado na figura de um ditador forte e “sobre-humano”. Quando ele enfrenta algum problema de saúde grave, a saída é empurrar a verdade para baixo do tapete e fingir que o tirano vai muito bem, obrigado. Trata-se de uma estratégia de marketing político para evitar que a oposição ganhe espaço e para manter intacta a imagem do “soberano”. Confira na lista abaixo os casos mais famosos de ditadores que mentiram sobre seu estado de saúde.

O caudilho anunciou que tem câncer em 30 de junho, após três semanas de mistério sobre o seu estado de saúde. Contudo, não foram divulgados detalhes sobre a doença, tratamento ou retorno à Venezuela. Em entrevista ao jornal americano The New York Times, o vice-presidente Elías Jaua disse que Chávez pode governar por até seis meses fora de seu país.
Até o anúncio, contudo, a Venezuela experimentou um clima de incerteza diante da rocambolesca história sobre o estado de saúde do ditador, cujas versões variavam conforme a fonte. Desde que foi hospitalizado na capital cubana, em 10 de junho, o tiranete falastrão que dava pitaco em tudo e falava pelos cotovelos ficou em silêncio, levantando rumores sobre seu estado de saúde.
Seus aliados insistiam em dizer que ele havia apenas retirado um abscesso pélvico (acúmulo de pus causado por uma infecção). Contudo, a imprensa local e até jornais internacionais afirmavam que o caudilho sofreria de câncer de próstata.


O ditador do Iêmen não é visto em público desde o início do mês, quando uma bomba explodiu na mesquita do palácio presidencial. Ele foi levado a Arábia Saudita para tratar os ferimentos. O ditador teve 40% do seu corpo queimado e ficou com um dos pulmões comprometido.
Muito já se especulou sobre o estado de saúde Saleh e sobre o seu retorno ao país. Contudo, as informações são divergentes e variam conforme a fonte.
A princípio, anunciou-se que o ditador regressaria ao Iêmen após duas semanas de recuperação das duas cirurgias pelas quais passou. Poucos dias depois, o prognóstico foi bem menos otimista, indicando que talvez não fosse possível cumprir o prazo, já que o governante não se recuperava tão bem.
O vácuo político agrava a crise no Iêmen. Há quatro meses, o país tem sido palco de conflitos entre opositores do regime - que já dura 32 anos - e as tropas do governo. A revolta se intensificou em 23 de maio, com o início de combates entre forças leais ao presidente e partidários do influente xeque al-Ahmar, que se uniu à oposição.



O ditador da Coreia do Norte tem problemas cardíacos e diabetes. Em 2009, ele reapareceu em público na Assembleia Suprema do Povo após meses de ausência, suscitando rumores de que teve um derrame em agosto de 2008.
Atualmente com 69 anos, ele elevou a cargos de responsabilidade seu terceiro filho, Kim Jong-un, citado como o seu provável substituto à frente do regime comunista.
Pouco se sabe sobre o tirano, já que o país vive uma ditadura que limita a circulação de informações. Mas ele é visto no Ocidente como um playboy com hobbies cômicos. Diplomatas dissidentes do regime o descrevem como um homem paranoico e hipocondríaco que usa sapatos de plataforma para parecer mais alto do que os seus 1, 57 centímetros.



Em 2006, o ex-ditador que governou Cuba por quase cinco décadas, parou de aparecer em público devido a um câncer no intestino. Entretanto, o poder só foi transferido a seu irmão, Raúl Castro, dois anos depois. Nesse meio tempo, o governo não se pronunciava sobre o estado de saúde do tirano, apenas falava em doença grave.
Fidel tomou o poder em 1959 com a Revolução Cubana e instaurou no país um regime comunista que levou a população à miséria. Em abril deste ano, entretanto, Raúl Castro foi oficializado como primeiro-secretário no lugar de Fidel no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba.
O sucessor finalmente admitiu que o comunismo não funciona nem em uma ilha paradisíaca do Caribe e anunciou novas medidas para contornar a crise em que se encontra o país. Entre elas, estão a demissão de meio milhão de funcionários públicos e o fim do subsídio para alimentos e produtos de higiene.



O ditador que governou a China por 33 anos passou a não comparecer a algumas cerimônias públicas nos seus últimos meses de vida. Em junho de 1976, ele disse aos dirigentes do Partido Comunista que sabia de sua morte iminente - que, de fato, aconteceu três meses após o aviso, devido a um ataque cardíaco. Porém, a população não sabia de seu verdadeiro estado de saúde até esse momento.
Mao foi o fundador da República Popular da China e um dos mais famosos teóricos do comunismo do século 20, cujas políticas desastrosas aceleraram o declínio do país. Em 1958, ele lançou a política do “Grande Salto para a Frente”, com o objetivo de industrializar a China e matou de fome cerca de 20 milhões de pessoas.
Em 1966, com a política da “Revolução Cultural”, o tirano matou 1,5 milhão de pessoas com o objetivo de eliminar os “elementos impuros” do país e reviver o “espírito revolucionário”. Mesmo assim, ele é considerado um ícone na China, onde seu retrato ainda está exposto na Praça da Paz Celestial.



O ditador que governou o Egito por 18 anos tinha diabetes, problema nos pulmões e arteriosclerose, além de fumar três maços de cigarro por dia. Suas condições de saúde, contudo, eram desconhecidas pela população.
Quando ele morreu em 1970, devido a uma parada cardíaca, milhões de egípcios compareceram ao seu funeral em um luto coletivo. Eles lamentaram a perda de um homem, que acreditavam ser um mito, apesar de terem vivido quase 20 anos sob um regime autoritário, violento e alinhado à União Soviética.
Desde a década de 1950 até a sua morte, Nasser dominou a política do Egito e hipnotizou a população com seus discursos eletrizantes.O ditador era o símbolo do pan-arabismo (o sonho de uma nação árabe unida), que revelou-se, mais tarde, um fracasso.



O Brasil também possui um exemplo histórico de ditador que simulou um bom estado de saúde quando sofria de uma doença grave. Costa e Silva, que administrou uma das fases mais brutais da Ditadura Militar, sofreu um derrame cerebral em 1969 que levou à sua morte.
Quando era levado a um avião, ainda com vida, para ser atendido no Rio de Janeiro, os militares puseram um lenço sobre seu rosto para esconder o seu estado crítico de saúde. Durante três dias, fingiu-se que o tirano se tratava de um “forte resfriado”.
Durante seu mandato, o general fechou o Congresso Nacional e instaurou o Ato Institucional número 5 (AI-5), que suspendeu todas as liberdades democráticas e os direitos constitucionais, permitindo que a polícia investigasse, perseguisse e prendesse cidadãos sem mandado judicial.


Josef Stalin possuía problemas de saúde, não movimentava um braço, mas disfarçava e escondia tudo isso da população. Ele morreu em 1º de março de 1953 de hemorragia cerebral em seu quarto. Como ninguém podia entrar no aposento sem sua autorização prévia, Stalin só foi descoberto agonizante e à beira da morte no final do dia.
As autoridades da União Soviética ficaram planejando o que fazer após a morte de Stalin e o deixaram 14 horas sem socorro. A morte do líder da União Soviética só foi divulgada em 6 de março.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/8-ditadores-que-omitiram-doencas-para-se-manter-no-poder

sexta-feira, 17 de junho de 2011

HINO DO MUNICÍPIO DE PINHEIROS



HINO DO MUNICÍPIO DE PINHEIROS
Letra: Fábio Teixeira e Vilmar Teixeira
Música: Fábio Teixeira
Arranjo: Cristovão Coelho da Silva

Ao buscar inspiração,
Pra expressar com coração,
Essa força dessa terra brasileira.

Achei nesse meu lugar,
Tudo que eu quis procurar,
As virtudes de uma gente hospitaleira.

Uma história de raiz,
A cidade que eu quis,
Pinheiros sua história é verdadeira.

De Barrinha até Pinheiros,
Triunfamos com vigor,
E crescemos com bravura e valentia.


Preservando o ambiente,
Trabalhando consciente,
Somos frutos da nossa sabedoria.

Um pequeno povoado,
Alcançando dimensões,
Ao esforço de homens desbravadores.

Colhi frutos desse chão,
Ao plantar convicção,
Que nasceriam daqui tantos valores.

Uma história de raiz,
A cidade que eu quis,
Pinheiros expressão de meus amores.


Oh! Bela cidade!
Seu território é por Deus abençoado.

És feliz cidade,
Um lindo emblema no Solo do Santo Estado.

Um lindo jardim, onde se planta
E colhe amor o ano inteiro.

És o meu orgulho,
De ser chamado assim
Um filho de Pinheiros.
Nosso Lema é o progresso,
Avançando com sucesso,
Um futuro cada vez mais promissor.

Juventude educada,
Agricultura rica e farta,
Referência de um povo trabalhador.

És destaque na cultura,
Espelho da região,
Teu sucesso em largo palco contracena.

Seu aspecto é atenção
E faz ecoar então
Seu codinome Doce Terra Morena.

Uma história de raiz,
A cidade que eu quis,
Pinheiros sua história é um poema.

O seu povo, o seu chão,
Costume e tradição.
São inúmeros temas pra sua bandeira.

O progresso evolução
Sua fé em expansão,
Te coloca em meio a tantas à primeira.

Uma história de raiz
A cidade que eu quis.
Pinheiros sua história é verdadeira.

Oh! Bela cidade!
Seu território é por Deus abençoado.

És feliz cidade,
Um lindo emblema no Solo do Santo Estado.

Um lindo jardim, onde se planta
E colhe amor o ano inteiro.

És o meu orgulho,
De ser chamado assim
Um filho de Pinheiros.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil recebe inscrições


 

O Museu Exploratório de Ciências - UNICAMP recebe desta segunda-feira até 9 de agosto, em sua página na internet, as inscrições para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos, com o objetivo de estimular o conhecimento e o estudo, despertando talentos e aptidões. A primeira fase da competição começa dia 15 de agosto. A fase presencial acontece no dias 15 e 16 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
          Podem participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história. A taxa de inscrição é de 20 reais para equipes de escolas públicas e 40 para equipes de escolas particulares.
            Como nas edições anteriores, o Museu custeará com o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a vinda de uma equipe de cada estado brasileiro para participar da fase presencial. Após a final da Olimpíada, os professores responsáveis por essas equipes permanecerão na Unicamp para realizar capacitação de uma semana.
           A ONHB premiará escolas, alunos e professores, com medalhas de ouro, prata e bronze e certificados de participação. A escola receberá doação de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.
Sobre
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma realização do Museu Exploratório de Ciências – UNICAMP, concebida e elaborada por historiadores e professores de história do MC e da universidade. Como proposta, os participantes têm a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias utilizadas pelos historiadores.
 O evento é patrocinado pelo CNPq e conta com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional, da Azul Linhas Aéreas Brasileira e da TV Globo.
A 1ª Olimpíada, realizada em 2009, inscreveu mais de 16 mil participantes e reuniu cerca de duas mil pessoas na final presencial realizada na Unicamp, nos dias 12 e 13 de dezembro. No ano passado, a 2ª edição cresceu exponencialmente, tendo grande alcance nacional com mais de 43 mil participantes. A estimativa dos organizadores para 2011 é triplicar a quantidade de participantes.
CALENDÁRIO
Inscrições
30/05 a 09/08
Fase 1
15/08
Fase 2
22/08
Fase 3
29/08
Fase 4 
05/09
Fase 5
12/09
Fase 6
15 e 16/10

3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

O Museu Exploratório de Ciências - UNICAMP (MC) recebe desta segunda-feira até 9 de agosto, em sua página na internet, as inscrições para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Composta por cinco fases online e uma pres! encial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos, com o objetivo de estimular o conhecimento e o estudo, despertando talentos e aptidões. A primeira fase da competição começa dia 15 de agosto. A fase presencial acontece no dias 15 e 16 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
Podem participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história. A taxa de ! inscrição é de 20 reais para equipes de escolas públicas e 40 para equipes de escolas particulares.
Como nas edições anteriores, o Museu custeará com o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a vinda de uma equipe de cada estado brasileiro para participar da fase presencial. Após a final da Olimpíada, os professores respons&aac! ute;veis por essas equipes permanecerão na Unicamp para realizar capacitação de uma semana.
A ONHB premiará escolas, alunos e professores, com medalhas de ouro, prata e bronze e certificados de participação. A escola receberá doação de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.
Sobre
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma realização do Museu Exploratório de Ciências – UNICAMP, concebida e elaborada por historiadores e professores de história do MC e da universidade. Como proposta, os participantes têm a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história! nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias utilizadas pelos historiadores.
O evento é patrocinado pelo CNPq e conta com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional, da Azul Linhas Aéreas Brasileira e da TV Globo.
A 1ª Olimpíada, realizada em 2009, inscreveu mais de 16 mil participantes e reuniu cerca de duas mil pessoas na final presencial realizada na Unicamp, nos dias 12 e 13 de dezembro. No ano passado, a 2ª edição cresceu exponencialmente, tendo grande alcance nacional com mais de 43 mil participantes. A estimativa dos organizadores para 2011 é triplicar a quantidade de participantes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Exílio lucrativo

Inconfidentes degredados na África conseguiram se reerguer atuando no comércio e na administração pública.

André Figueiredo Rodrigues

De acordo com a sentença proferida em abril de 1792, muitos dos principais envolvidos no movimento da Inconfidência Mineira foram condenados ao degredo na África, com exceção dos religiosos, enviados para conventos em Portugal. Alguns morreram assim que chegaram à África, como o poeta Alvarenga Peixoto, o contratador Domingos de Abreu Vieira e o médico Domingos Vidal de Barbosa Lage, mas outros tiveram no exílio a chance de recomeçar suas vidas. Os demais sentenciados ao degredo conseguiram se reerguer trabalhando no comércio ou ocupando cargos importantes na administração local, e alguns até se reintegraram à vida política brasileira.

O caso mais curioso ocorreu com o jurista e poeta Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). Condenado ao degredo em Moçambique, ele recebeu tratamento especial assim que lá chegou: ficou hospedado na casa do ouvidor José da Costa Dias de Barros e foi nomeado Promotor do Juízo de Defuntos e Ausentes, cargo que exerceu de 1792 a 1805. Em 9 de maio de 1793, antes de completar seu primeiro ano no exílio, Gonzaga se casou com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha do comerciante Alexandre Roberto Mascarenhas. Por ser o único advogado habilitado naquela colônia portuguesa, militou na profissão até seus últimos dias, tendo sido reconhecido em 1800, num documento coletivo que traz a assinatura do próprio inconfidente, como “uma das principais pessoas da cidade de Moçambique”.

Quem também prosperou no continente foi José Álvares Maciel (1761-1804), naturalista formado na Universidade de Coimbra. Assim que chegou a Angola, ele se tornou representante comercial dos negociantes da cidade de Luanda. Por conta de seus conhecimentos de ciências e mineração, foi designado pelo governador D. Miguel Antônio de Melo, em 1797, para descobrir jazidas e instalar uma fábrica de ferro em Golungo. Em março de 1800, com alguma improvisação e o auxílio de 134 escravos, a pequena siderúrgica começou a produzir ferro. Com os bons resultados obtidos, Maciel sugeriu que fossem recrutados trabalhadores em Minas Gerais para fazer o serviço de forma satisfatória. O empenho do inconfidente lhe rendeu elogios do próprio príncipe regente D. João.(...)

sábado, 14 de maio de 2011

  • É pejorativo chamar a conspiração de “inconfidência”?

    Luciano Figueiredo 

    Muitos recusam a designação “inconfidência” por estar imediatamente associada à ótica dos poderosos, da repressão e dos grupos que destroçaram os movimentos libertadores. É admitir que os conspiradores dos diversos cantos das Gerais cometeram um deslize ético condenável quando pretenderam libertar sua pátria. Usar esse termo, que neste contexto significa falta de fidelidade ao soberano ou ao Estado, é quase como assinar a sentença que condenou Tiradentes à morte.

    Por isso, não são poucos os que preferem “conjuração”, menos infensa a uma atitude politicamente incorreta. Conjurar, isto é, conspirar contra o governo ou autoridade estabelecida, tem mais dignidade. Uma transgressão libertária valoriza qualquer passado. As infidelidades, não. 

     Julgo que a negação do termo pode soar um pouco despropositada ou, pelo menos, exagerada. Afinal, quando se conhece a bagagem que certas expressões carregam, podemos tirar partido disso. Utilizá-las, desconstruí-las, é recurso proveitoso para o aprendizado e o debate.
     Certa vez, o professor Francisco Iglesias afirmou que considerava a palavra “inconfidência” “a nota mais viva da mitologia local”, defendendo assim sua permanência: “Além de ser palavra corrente, é carregada de sentido, de beleza fonética, plena de rebeldia e mistério”.

    Luciano Figueiredo é professor de História da UFF, editor da Revista de História da Biblioteca Nacional e autor de “Painel Histórico”, do livro A Poesia dos Inconfidentes, organizado por Domício Proença Filho. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.

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