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Total de votos nesta enquete: 47 votos
08:31 | 01 de Setembro de 2009
BERLIM, Alemanha (AFP) - A chanceler alemã Angela Merkel afirmou nesta terça-feira que seu país causou um "sofrimento interminável" ao provocar a Segunda Guerra Mundial, mas também recordou o destino dos milhões de alemães expulsos da Europa Central e Oriental ao fim do conflito.
"A Alemanha atacou a Polônia. A Alemanha iniciou a Segunda Guerra Mundial. Causamos interminável dor no mundo. Sessenta milhões de mortos... foi o resultado", declarou Merkel por ocasião do 70º aniversário do início do conflito.
Merkel também recordou o papel dos alemães que foram expulsos da Europa Central e Oriental na construção da República Federal Alemã (RFA, Alemanha Ocidental) do pós-guerra.
"Também queremos recordá-los", disse.
Entre 12 e 14 milhões de alemães foram expulsos ao fim da guerra das regiões da Europa Central e Oriental onde estavam instalados, em muitos casos há gerações. As expulsões, que provocaram muitas mortes, aconteceram nas regiões da Pomerânia e Silésia, hoje Polônia, assim como na região dos Sudetes, que hoje faz parte da República Tcheca.
Os horrores cometidos pelos nazistas ofuscaram durante muito tempo o sofrimento da população alemã ao fim da guerra.
O projeto de construção em Berlim de um memorial consagrado a eles provocou tensão entre os governos alemão e polonês.
Merkel, nascida em 1954 e criada na comunista Alemanha Oriental, pretende assistir nesta terça-feira às cerimônias de recordação do início da guerra na Polônia, ao lado dos líderes de quase 20 países.
Polêmica
Publicada em 01/09/2009 às 09h46m
GDANSK, Polônia - O presidente polonês, Lech Kaczynski, alertou nesta terça-feira contra tentativas de reescrever a história, enquanto quase 20 líderes europeus se reuniam na costa do Báltico para marcar o 70º aniversário do início da Segunda Guerra Mundial.

A Rússia e seus ex-aliados do Leste Europeu estão em atrito por causa do papel exercido em 1939 pelo então ditador soviético Josef Stalin, cujo acordo com a Alemanha nazista permitiu a invasão da Polônia e o início da guerra.
Enquanto os russos se orgulham profundamente da sua vitória sobre as forças de Adolf Hitler em 1945, os poloneses, bálticos e outros dizem que Stalin também foi diretamente responsável pelo início da guerra, ao dividir a Polônia com Hitler e anexar os países bálticos.
"(Precisamos) nos opor às tentativas de escrever de novo a história, de questionar as verdades da Segunda Guerra Mundial, a escala das vítimas do nazismo e também do comunismo totalitário", escreveu Kaczynski no diário polonês Rzeczpospolita.
Ecoando essa ideia, Adam Michnik, que foi dissidente do regime comunista polonês, escreveu na Gazeta Wyborcza que "para nós, como para muitos democratas russos, Stalin foi um criminoso e agressor". "O criador das terras do Gulag (prisões para dissidentes) é inteiramente comparável a Hitler."
Numa cerimônia realizada antes do alvorecer em Westerplatte, na costa do Báltico, onde os alemães dispararam os primeiros tiros no começo da invasão da Polônia, em 1º de setembro de 1939, Kaczynski comparou o assassinato de 20 mil oficiais poloneses pela União Soviética na floresta de Katyn e em outros lugares ao genocídio nazista contra os judeus.
- Qual é a comparação entre o Holocausto e Katyn? Há uma coisa ligando esses crimes, embora sua escala fosse diferente. Os judeus pereceram porque eram judeus, os oficiais poloneses pereceram porque eram oficiais poloneses - disse.
- Não é que a Polônia tenha de aprender as lições da humildade. Não temos razão para isso. Outros têm - os que causaram a guerra - disse o presidente, um nacionalista conservador, em uma reunião de veteranos de guerra e funcionários do governo.
A Polônia quer que Moscou se desculpe pela decisão de Stálin de matar todo um batalhão polonês em Katyn em 1940.
Durante décadas, os russos atribuíram essas mortes aos nazistas, só admitindo a responsabilidade de Stálin após o fim do regime soviético.





RIO - Uma decisão da Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou, em caráter liminar, a reabertura das inscrições do novo Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem). O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal que questionou a exigência do número do CPF do estudante para que fosse efetuada a inscrição.
O juiz determina que novas inscrições possam ser admitidas até o dia 28 de agosto ou data posterior, a critério do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova. A decisão do juiz Bruno Nery diz ainda que o Inep está proibido de exigir o número do CPF dos participantes.
- Tendo em vista que os participantes do Enem encontram-se na faixa etária média compreendida entre 15 e 17 anos, na qual não é exigido seu cadastro no Ministério da Fazenda, a título de CPF, mas apenas lhe é facultado o ingresso em tal cadastro, a ausência de tal inscrição não pode gerar sanções àquele indivíduo que tem idade naquela faixa etária - diz o texto.
Segundo o juiz, há "nítida possibilidade de grave dano de difícil reparação aos estudantes do ensino médio que ainda não possuem inscrição no CPF, tendo em vista que terão vedada sua participação no Enem 2009 e também vedado, por consequência, seu ingresso eventual em qualquer instituição de ensino superior".
O Inep foi procurado, mas ainda não tem uma posição oficial sobre o caso. A Justiça determina o cumprimento imediato da decisão, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Cerca de 4,5 milhões de estudantes se inscreveram para participar da edição 2009 do Enem. A prova está marcada para os dias 3 e 4 de outubro e será aplicada em 1.619 municípios. Este ano o Enem servirá como forma de ingresso em pelo menos 40 universidades federais que aderiram à proposta de unificação dos vestibulares do Ministério da Educação (MEC).